Escola Normal

 

AQUI HOUVE UMA PRISÃO, HOJE HÁ UMA ESCOLA.

Início das obras da Escola Normal Oficial de Juiz de Fora.

Fonte: Foto consultada na Divisão de Patrimônio Cultural de Juiz de Fora (DIPAC). As obras da Escola Normal tiveram início em 23 de julho de 1928 (foto) e sua execução ficou a cargo da Companhia Pantaleone Arcuri, uma importante construtora da época que já havia realizado relevantes obras no município, como os edifícios das Repartições Municipais, o Clube Juiz de Fora, o Banco do Brasil, a Associação Comercial, o colégio Granbery e o Cine Theatro Central entre tantas outras. A iluminação do edifício ficou sob responsabilidade da firma Sangiorgi & Oliveira. A pintura ficou sob encargo do artista Angelo Bigi. A cor predominante na fachada era o cinza e internamente o verde claro e o bege. O prédio foi inaugurado em 14 de agosto de 1930, sendo um dos primeiros edifícios de Juiz de Fora a se beneficiar de elevador.

 

 

CADEIA PÚBLICA

Vista panorâmica da cidade de Juiz de Fora em 1893. Ao fundo, a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas e à direita, em primeiro plano, a antiga cadeia, atual Escola Normal. O prédio da cadeia foi demolido para a construção do prédio definitivo que foi inaugurado em 14 de agosto de 1930. Jornal Tribuna de Minas – Juiz de Fora em dois tempos.

O prédio da Escola Normal, inaugurado em 14 de agosto de 1930, assinala a sua importância arquitetônica pela inserção na Praça Antônio Carlos.

O conjunto mostra o requinte das construções atestando a pujança de Juiz de Fora e o momento de uma política bem direcionada por Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.

Assinado por Lourenço Baeta Neves, professor da Universidade de Minas Gerais, o projeto foi entregue à Cia. Industrial e Construtora Pantaleone Arcuri, responsável por inúmeras construções em Juiz de Fora.

Os engenheiros Bênjamin Quadros, Joaquim Ribeiro de Oliveira, Luiz Gonzaga Ribeiro de Oliveira e Rafael Arcuri prestaram assistência técnica. Toda a equipe foi responsável por um alto padrão arquitetônico e teve apoio da firma Sangiorgi & Oliveira no serviço de iluminação.

Educador com passagem pelas salas da antiga Escola Normal no Palacete Santa Mafalda, Antônio Carlos destacou Juiz de Fora quando da presidência do Estado de Minas Gerais e foi responsável pela realização de um plano que firmou um padrão arquitetônico para a construção de prédios escolares.

O edifício da Escola Normal nasce na confluência da Rua Espírito Santo com a Avenida Getúlio Vargas. De influência positivista, o prédio representa uma triangulação pontuada por três torreões de quatro andares.

A entrada principal, onde o piso de fundo branco é pontuado por adornos em estilo de mosaico ordenado, dialoga com a escadaria de mármore branco.

Três portas abrem-se para o hall. A porta central resgata a Porta Rex, usada na cenografia grega, ladeada pelas outras duas ampliando o acesso ao prédio. A proporção monumental, para a época, organizava-se dentro de um equilíbrio neoclássico juntando elementos ecléticos.

Os torreões unidos por pavilhões de três andares encimados por terraços. A volumetria de composição da horizontalidade dos blocos de união junta-se à verticalidade dos torreões adornados por colunas encimadas por detalhes ornamentais, envolvendo as armas de Minas.

As altas portas e janelas verticais com vidraças jateadas dão ao interior uma luminosidade difusa e funcional

A nobreza do mármore branco da escada juntamente com o elevador permitem o acesso ao Salão Nobre.

O Salão Nobre é uma homenagem ao Presidente Antônio Carlos. Sua fisionomia tranquila, captada pelos pincéis de Boscagli, ocupa a parede ladeada pelas portas de entrada. Colunas róseas verticalizam a horizontalidade do Salão e dialogam com sancas florais de onde pendem lustres em tom bronze.

 

No saguão Prof. Oswaldo Veloso, o imaginário cívico é despertado por reproduções de pinturas famosas e emblemáticas.

Reproduzidas por Hermelinda Repetto, esposa do advogado e professor Américo Repetto, segundo diretor da Instituição as telas de 2,80 X 2,50 cm copiam os quadros “Anchieta escrevendo sobre a areia”, de Benedito Calixto, “A primeira missa do Brasil”, de Victor Meirelles e a “Proclamação da Independência”, de Pedro Américo. As telas ocupam as paredes do saguão, pontificado pela escada que leva ao segundo pavimento, onde o Salão Antônio Carlos mostra uma decoração requintada.

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